IX Cinema Mostra Aids
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2004 - Filmes
A CURA
(The Cure, EUA, 1995, 99 min)
Direção: Peter Horton.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Emocionante, esse drama aborda a aids do ponto de vista infantil e em tom de fábula ingênua. Tal fórmula faz da fita um exemplar único no gênero, apoiada na cativante interpretação da dupla central. Numa pequena cidade americana, o conservadorismo reduz a vida do garotinho Dexter (Joseph Mazzello) a quase uma prisão domiciliar. Ele contraiu o vírus HIV numa transfusão de sangue e os efeitos já são visíveis no corpo franzino. A vizinhança não quer saber dele por perto e a mãe (Annabella Sciorra) pouco pode fazer a não ser se conformar. Seu aliado é o garoto Erik (Brad Renfro). Juntos, os companheiros se lançam na aventura de descobrir a cura da doença. Vale de tudo, de chás milagrosos a um possível elixir.

 

A VELOCIDADE DE GARY
(The Velocity Of Gary, EUA, 1998, 100 min)
Direção: Dan Ireland.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Sucesso dos anos 1990, o drama traz no elenco nomes hoje consagrados. A mexicana Salma Hayek (Frida) interpreta Mary Carmen, uma mulher apaixonada por Valentino (Vincent D'Onofrio), um ator de filmes pornográficos. Quando este conhece o garoto de programas Gary (Thomas Jane), a relação entre o casal estremece. A situação se agrava quando Valentino descobre ser HIV positivo. Para abrandar os últimos dias de vida do amado, Mary Carmen não se importa em dividir o amor de Valentino com Gary, formando um explosivo triângulo amoroso. À vontade nos papéis de bi e homossexual, D'Onofrio e Thomas Jane protagonizam calorosas cenas de sexo.

 

ABC AFRICA
(ABC África, Irã / França, 2001, 85 min)
Direção: Abbas Kiarostami.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

O cinema poético do iraniano Abbas Kiarostami (Gosto de Cereja) abre exceção neste documentário para uma tarefa triste e dolorosa. O diretor recebeu da ONU a incumbência de conhecer e filmar, em Uganda, o drama das crianças órfãs de pais soropositivos. O resultado, em registro digital, não poderia ser convencional e o cineasta faz de sua própria surpresa frente à tragédia o objeto de reflexão. O filme também é um retrato do cotidiano penoso do povo africano, questionado em conversas e depoimentos informais.

 

A-LIST
(A-List - Life and Death on the A-List, EUA, 1996, 45 min)
Direção: Jay Corcoran.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

O nome de Tom McBride (1952-1995), morto em decorrência de complicações da aids, pode não significar muito por aqui. Mas na América sedenta por símbolos de correção política, ou simplesmente de beleza e sucesso, McBride foi ídolo ao incorporar o Homem de Marlboro - aquele mesmo dos comercias. Neste documentário, o ator e modelo, já visivelmente abatido, discute a sua beleza, que o incluiu na chamada A-List, que elegia os homens gays mais bonitos e desejados, e a revelação da doença que o tirou desta lista.

 

AMOR E RESTOS HUMANOS
(Love And Human Remains, Canadá, 1993, 104 min)
Direção: Denys Arcand.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Numa visão pouco otimista das relações amorosas, o cineasta canadense Denys Arcand vai fundo em temas como a obsessão no limite da psicose, solidão e o egoísmo, painel em que a aids serve como instrumento de redefinição. O filme é uma síntese das preocupações e ansiedades da geração dos anos 90. O ator frustrado e garçom David (Thomas Gibson) é um homossexual que divide o apartamento com uma jovem editora de livros (Ruth Marshall). Ambos rondam a cidade em busca do amor ideal, mas só convivem com personagens sombrios. Um serial er assusta a cidade com assassinatos misteriosos. Um parceiro de David aparece com a notícia de um exame de HIV positivo.

 

ANTES DO ANOITECER
(Before Night Falls, EUA, 2000, 125 min)
Direção: Julian Schnabel.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Um drama biográfico em que amor e rebeldia - na política, no sexo, na vida - que a são consumidos pela aids. Interpretado por Javier Bardem, o escritor cubano Reinaldo Arenas (1943-1990), jovem homossexual de origem pobre que divide seu tempo entre os prazeres idílicos da ilha, a literatura, os parceiros e a boa disposição para o engajamento político, uni-se aos revolucionários para levar Fidel Castro ao poder. Quando Fidel alcança o poder, mostra pouca ou nenhuma simpatia por gays e artistas, entre outros.

 

AS HORAS
(The Hours, EUA, 2002, 116 min)
Direção: Stephen Daldry.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004) e na III Cinema Mostra Aids (2006).

No personagem de Ed Harris, um escritor soropositivo, angustiado e à beira da morte, encontra-se uma das representações mais perturbadoras da aids no cinema recente. A dor da tragédia é dividida com sua ex-amante (Meryl Streep), num momento em que ela organiza uma festa para homenageá-lo. A reação perante a doença é simbólica de um período e de uma personalidade que, antes de procurar conviver com o vírus, caminha para o desespero e a entrega. O filme de Stephen Daldry é uma adaptação do romance Mrs Dalloway, de Virginia Woolf, como mais duas histórias, que têm como protagonistas duas grandes atrizes, Nicole Kidman e Julianne Moore.

 

CLUBE DOS CORAÇÕES PARTIDOS
(The Boken Hearts Club, EUA, 200, 94 min)
Direção: Greg Berlanti.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

O fantasma da aids, a solidão e o real valor da amizade entre homossexuais são os temas do filme de estreia do produtor e roteirista dos seriados Dawson's Creek e Everwood. Diretor e roteirista, Berlanti pretende fugir aos estereótipos enfocando um grupo de amigos que praticam softball. A história começa no aniversário do fotógrafo Dennys (Timothy Olyphant). Ao redor dele, gravitam, entre outros personagens, o revoltado saradão Benji (Zach Braff), o problemático estudante de psicologia Howie (Matt McGrath), o amargo Patrick (Ben Weber) e o veterano Jack (John Mahoney), dono de um restaurante onde todos se reúnem.

 

CORAÇÕES APAIXONADOS
(Playing By Heart, EUA, 1998, 120 min)
Direção: Willard Carroll.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Histórias paralelas, todas com o tema amor, acontecem em Los Angeles e Chicago. O casal Paul (Sean Connery) e Hannah (Gena Rowlands) está junto há quarenta anos, mas passa por crises. Mildred (Ellen Burstyn) encontra Mark (Jay Mohr), seu filho que está morrendo de aids. Gracie (Madeleine Stowe) sempre trai o marido com Roger (Anthony Edwards), que também é casado. Meredith (Gillian Anderson), diretora de teatro, conhece e se apaixona por Trent (Jon Stewart). Joan (Angelina Jolie), uma extrovertida jovem, conhece Keenan (Ryan Phillippe), por quem se apaixona perdidamente, mas enquanto se mostra decidida em fazer qualquer coisa para conquistá-lo, ele teme, pois sua última namorada teve um fim trágico.

 

DECLÍNIO DO IMPÉRIO AMERICANO
(Le Déclin De L'Empire Américain, Canadá, 1986, 101 min)
Direção: Denys Arcand.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Antes mesmo de títulos fundamentais e realistas como Meu Querido Companheiro (1990) serem lançados, o canadense Denys Arcand (As Invasões Bárbaras) ousava ao sugerir o aparecimento de uma estranha moléstia da qual pouco ou nada se sabia. No cinema, não se falava sobre o assunto. A rápida cena em que o personagem homossexual Claude (Yves Jacques) urina sangue é inquietante o suficiente para fazer desse filme um precursor. Mais tarde, com uma amiga, Claude anuncia sua apreensão sobre o que está por vir. O drama é apenas uma das pontas da história, em que professores universitários se juntam para preparar um jantar, enquanto suas amigas, mulheres ou namoradas tagarelam na academia. No cardápio, discussões calorosas sobre amor, política, fidelidade e, claro, sexo. Doze anos depois, o diretor abordaria claramente a aids em Amor e Restos Humanos.

 

EU AMO ESSE HOMEM
(L´homme que j´aime, França, 1997, 87 min)
Direção: Stéphane Giusti.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004), na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O drama romântico de Stéphane Giusti, realizado para TV, retrata com charme e simpatia a difícil "saída do armário", a paixão num meio reconhecidamente volátil e se transforma em um papo sério quando Lucas (Jean-Michel Portal), o assumido, revela ser soropositivo para o novo parceiro, Martin (Marcial Di Fonzo-Bo). O cenário é Marselha, no sul da França, onde os dois protagonistas trabalham numa escola de natação. Martin é o novo professor e atrai o interesse de Lucas. Mas além de tímido e fechado, o moço se relaciona com uma garota (Mathilde Seigner). O diretor Giusti aproveita para mostrar o engajamento da entidade Act Up e os protestos para a liberação, pelo sistema de saúde, dos coquetéis de tratamento.

 

FIGHT BACK, FIGHT AIDS: 15 Years Of Act Up
(Fight Back, Fight AIDS: 15 Years Of Act Up, EUA, 2002, 75 min)
Direção: James Wentzy.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Entidade precursora e até hoje das mais influentes na luta contra a aids, a Act Up (Aids Coalition to Unleash Power) tem seus quinze anos de resistência relembrados nesse documentário. A realização amadora, a compilação acadêmica de imagens e discursos não tiram o fôlego do filme de James Wentzy, ele mesmo um ativista e soropositivo desde 1990. Fundado em Nova York, em 1987, o grupo foi responsável pelas primeiras e barulhentas passeatas em busca de apoio, respeito e, principalmente, mudança de política de governo. Protestos como a histórica marcha de 24 de março de 1987, em Wall Street, reivindicavam tratamento de saúde digno às vítimas e liberação de medicamentos para todos os doentes. Essas imagens estão presentes no filme, assim como personagens que colaboraram na transformação da mentalidade vigente, como o escritor Vito Russo.

 

FILADÉLFIA
(Philadelphia, EUA, 1993, 125 min)
Direção: Jonathan Demme
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Em tom melodramático e pisando em ovos, Hollywood encontrou seu jeito para abordar até então um tema no mínimo indigesto para a indústria do cinema. E como atrair o grande público reconhecidamente conservador? A saída foi chamar um ator que é uma espécie de namoradinho da América, e abusar da emoção. Tom Hanks, vencedor do Oscar pelo papel, certamente dá dignidade ao advogado vítima da aids que processa sua firma por suposto preconceito. Acredita que tenha sido demitido por ser portador do vírus. Consegue cooptar um colega de menor calibre para defendê-lo (Denzel Washington), que vem carregado de preconceitos, medos etc. e terá de testar seus próprios limites. Com tantas justificativas, recalques e temores, o filme vira um novelão desbragado e hoje deve-se debater se é referência ou não na representação da doença pelo cinema. À época as entidades gays se incomodaram e muito com alguns preconceitos perpetrados pelo diretor Jonathan Demme.

 

KIDS
(Kids, EUA, 1995, 90 min)
Direção: Larry Clark.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Perturbador cronista da juventude americana, Larry Clark explodiu no cinema independente americano com este impactante retrato de adolescentes envolvidos com drogas e sexo inseguro. Para matar o tempo ocioso numa Nova York violenta, eles divertem-se fumando maconha e transando sem camisinha. Até que uma personagem resolve fazer o teste do HIV e descobre-se portadora do vírus da aids. Abalada, ela sai pelas ruas à procura do rapaz que possivelmente a infectou.

 

MEU QUERIDO COMPANHEIRO
(Longtime Companion, EUA, 1990, 96 min)
Direção: Norman Rene.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Uma festa de praia animada e liberadíssima em Fire Island, nos anos 80, é definidora para a vida de um grupo de gays nova-iorquinos. Depois dela, o estranhamento, a preocupação e finalmente o pânico dão início à era da aids neste que é o primeiro e até hoje um dos mais humanos e tocantes dramas documentais sobre a doença. Os personagens vividos por Campbell Scott e Stephen Caffrey se conhecem nos tempos de despreocupação e liberalidade para logo depois se amedrontarem com as primeiras notícias de jornal. Não passará muito tempo até que amigos próximos do casal apareçam seriamente doentes.

 

NOITES FELINAS
(Les Nuits Fauves, França, 1992, 149 min)
Direção: Cyril Collard.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Bissexual e soropositivo, Cyril Collard (1957-1993) contou primeiro em livro homônimo (e lançado no Brasil) suas aventuras sexuais numa Paris soturna, revelando uma atividade promíscua quando a aids já fazia suas vítimas. Em seguida, veio a adaptação para o cinema, a primeira na França a falar abertamente sobre a doença. Collard dirigiu o filme, assinou o roteiro em parceria e a trilha sonora e, claro, representou a si mesmo na tela como Jean. O filme é longo, tortuoso e mais se parece com uma autorrepresentação hedonista. Jean, ou Cyril, demonstra uma inabalável crença na diversidade (e pelo apetite) sexual. Nem a descoberta de que é portador do vírus HIV separa-o de seus parceiros constantes, uma atriz (Romane Bohringer) e um amante latino (Carlos López), e da busca por novas conquistas nos becos da cidade. Num reconhecimento polêmico, a academia francesa premiou o trabalho com três César (o Oscar francês), inclusive de melhor filme, três dias depois da morte de Collard.

 

O PRESENTE
(The Gift, EUA, 2002, 62 min)
Direção: Louise Hogarth.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004), na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Bug chasers, gift givers, convertion party, barebacking eram expressões restritas a uma parcela da comunidade gay até o momento em que a diretora Louise Hogarth as trouxe a público nesse controverso documentário. The gift, ou “o presente”, é o vírus HIV. Bug Chasers são aqueles parceiros que querem voluntariamente ser infectados pelo vírus e gift givers são os soropositivos e "doadores" em potencial. Para consumar a transmissão do HIV, os interessados marcam encontro, em geral por sites especializados, nas chamadas festas de conversão. Eles acreditam que ao disseminar a aids e torná-la a regra, não a exceção, estarão poupando a si mesmos e a comunidade do medo da infecção e das preocupações com o sexo seguro. Há depoimentos de soropositivos ativos, de quem se infectou propositalmente, de grupos de terapia e demais envolvidos. São vozes polêmicas que surpreendem mesmo aqueles representantes mais engajados e bem informados do universo homossexual.

 

PACIENTE ZERO
(Zero Patience, Canadá, 1993, 100 min)
Direção: John Greyson.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Com um tom francamente cômico e irreverente, e em pique de musical, a trama vai atrás da suposta primeira vítima do vírus HIV, um comissário de bordo franco-canadense que ajudou a disseminar a doença pelas saunas de São Francisco. O personagem realmente teria existido, mas no filme reaparece nos tempos atuais como um fantasma (Normand Fauteux). Disposto a rever sua fama, ele percorre os cenários mais estranhos e conhece os personagens mais estapafúrdios, da atriz Barbra Streisand e do dramaturgo Bertolt Brecht ao explorador inglês Sir Richard Francis Burton. Igualmente transplantado do século XIX, Burton prepara uma exposição sobre aids num Museu de História Natural e é abordado pelo inesperado visitante. Machista, acabará cedendo aos encantos do fantasma.

 

RSVP
(RSVP, Canadá 1991, 23 min)
Direção: Laurie Lynd
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Os dolorosos momentos que se seguem para os mais próximos após a morte de uma vítima de aids são retratados de forma poética. Sid (Daniel MacIvor) ainda se confronta com a perda do companheiro quando liga o rádio e descobre que ele fez um pedido para ouvir uma canção. Le Spectre de la Rose , uma ária da ópera Les Nuits d'Été, de Berlioz, e cantada por Jessie Norman, era o momento musical preferido pelo casal. Sid, então, liga para a irmã do namorado e esta para a mãe, conectando todos na mesma frequência da homenagem.

 

TERRA DE SONHOS
(In América, EUA, 2004, 103 min)
Direção: Jim Sheridan.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Drama de traços autobiográficos do mesmo diretor de Em Nome do Pai, escrito em parceria com suas duas filhas. O irlandês Sheridan debruça-se sobre sua tumultuada chegada aos Estados Unidos no início dos anos 80. Apesar de não fixar a data, notam-se referências da década, como o fanatismo da criançada pelo monstrinho do filme E.T. (Steven Spielberg, 1982). Também não é explícita a doença que acomete o personagem de Djimon Hounsou. Artista plástico, ele tem uma amizade incomum com as duas filhas (papel das adoráveis irmãs Sarah e Emma Bolger) de um casal de imigrantes irlandeses (Paddy Considine e Samantha Morton). Seu comportamento de absoluta reclusão e o triste desenrolar de seu quadro clínico sinalizam em direção a aids, vista à época como uma brutal fatalidade.

 

THE DEAD BOYS CLUB
(The Dead Boy's Club, EUA, 1993, 25 min)
Direção: Mark Christopher.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

Um toque de fantasia para quebrar a melancolia de um drama já vivido por muitos. Toby (Nat De Wolf) é o garoto do interior americano que vem para Manhattan encontrar o primo Packard (Erik Van Der Wilden). Este acaba de perder o companheiro, morto por complicações decorrentes da aids. Tímido e atônito com a liberalidade da comunidade gay a sua volta, Toby muda quando ganha de Packard um par de sapatos que pertenceu ao seu amante. Ao calçá-los, o garoto se transforma: melhora sua autoestima e confiança e se transporta aos loucos anos 1970 pré-era aids.

 

TUDO SOBRE MINHA MÃE
(Todo Sobre Mi Madre, Espanha / França, 1999, 101 min)
Direção: Pedro Almodóvar.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004) e na III Cinema Mostra Aids (2006).

Em Madri, Manuela (Cecilia Roth) perde o filho precocemente e parte para Barcelona a fim de encontrar o pai do garoto vinte anos depois, agora um travesti chamado Lola. A sua viagem é também um rito de passagem para um novo e desconhecido mundo, do qual faz parte, por exemplo, Irmã Rosa (Penélope Cruz), uma freira grávida e portadora do vírus HIV. Com seu estilo irreverente, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar confronta o espectador com o tema da aids sem fazer da doença o foco único seu cinema.

 

UM AMOR QUASE PERFEITO
(Le Fate Ignoranti, França / Itália, 2001, 105 min)
Direção: Ferzan Ozpetek
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004).

A médica Antonia (Margherita Buy) envolve-se com um soropositivo em estado terminal. Torna-se confidente do rapaz, abandonado pelo amante logo depois do aparecimento da doença. Antonia também perdeu o marido e descobriu que ele a traia com um homem. Diretor turco radicado na Itália, Ferzan Ozpetek é homossexual assumido e sabe muito bem como tratar esse universo no cenário de direita do governo de Silvio Berlusconi. Um filme sobre tolerância e compreensão.

 


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IX Cinema Mostra Aids
de 26 a 28 de novembro de 2013 no Cine Olido / de 27 de novembro a 1º de dezembro no Centro Cultural São Paulo