IX Cinema Mostra Aids
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2006 - Filmes
A CLOSER WALK
(A Closer Walk, EUA, 2003, 85 min)
Direção: Robert Bilheimer.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Um panorama caótico da epidemia da aids é mostrado nesse documentário narrado pelos astros Glenn Close e Will Smith. As câmeras passeiam pela África mostrando o drama de crianças órfãs e o descaso da saúde pública em países pobres; circulam por nações da Europa central, onde drogados compartilham seringas infectadas; e enfocam, na Índia, a tragédia de soropositivas contaminadas pelos próprios maridos. Há entrevistas com pacientes, médicos, enfermeiros, além de depoimentos do Dalai Lama, do pop star Bono Vox e do secretário-geral da ONU Kofi Annan. O filme é um alerta de que a aids ainda continua fazendo vítimas.

 

ALGUÉM AINDA MORRE DE AIDS?
(Does anyone die of aids anymore?, EUA, 2002, 25 min)
Direção: Louise Hogarth.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Para a diretora Louise Hogarth a aids não está totalmente controlada. Nesta breve investigação sobre o risco de mortalidade da doença, numa época em que muitas vidas são salvas graças aos coquetéis, a realizadora adota uma perspectiva cautelosa sobre o possível declínio de progressão da infecção pelo vírus HIV. Entre os relatos, o filme antecipa um tipo de ação que foi explorado em seguida no documentário O Presente. Trata-se do barebacking e as festas nas quais homossexuais são infectados voluntariamente pelo vírus de parceiros soropositivos. O filme questiona também a efetividade de novos tratamentos e alerta para uma "terceira onda" da doença que inclui a mutação do vírus e a associação a um câncer.

 

A FAMÍLIA DE FELIX
(Drôle de Félix, França, 2000, 95 min)
Direção: Olivier Ducastel e Jacques Martineau.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006).

Outro exemplo, assim como Dias (2001), de um olhar diferente sobre a aids. O jovem Félix (Sami Bouajila), filho de imigrantes árabes na França, integra a geração de soropositivos que sobrevive com a ajuda dos coquetéis. Depois de perder o emprego, ele abandona o namorado e parte numa viagem pelo interior do país atrás do pai que nunca conheceu. No caminho, diverte-se, encontra novos parceiros e personagens que coincidem com seu desejo de reestruturação familiar.

 

AS HORAS
(The Hours, EUA, 2002, 116 min)
Direção: Stephen Daldry.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004) e na III Cinema Mostra Aids (2006).

No personagem de Ed Harris, um escritor soropositivo, angustiado e à beira da morte, encontra-se uma das representações mais perturbadoras da aids no cinema recente. A dor da tragédia é dividida com sua ex-amante (Meryl Streep), num momento em que ela organiza uma festa para homenageá-lo. A reação perante a doença é simbólica de um período e de uma personalidade que, antes de procurar conviver com o vírus, caminha para o desespero e a entrega. O filme de Stephen Daldry é uma adaptação do romance Mrs Dalloway, de Virginia Woolf, como mais duas histórias, que têm como protagonistas duas grandes atrizes, Nicole Kidman e Julianne Moore.

 

BORBOLETAS DA VIDA
(Brasil, 2004, 38 min)
Direção: Vagner Almeida
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006).

Produzido em 2004 pela ABIA - Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, com o apoio do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde da Unesco, o filme expõe a realidade de jovens homossexuais que vivem na periferia do Rio de Janeiro, sofrem os efeitos da pobreza e da miséria, mas não perdem sua identidade, dignidade e criatividade. São homossexuais, transformistas, borboletas da vida real brasileira. "Carregam a mulher na bolsa", experimentam as possibilidades e os limites do gênero e da sexualidade, enfrentam a discriminação de cabeça erguida, com coragem, e determinação. Lutam pelo direito de ser diferentes e exigem que a sua diferença seja respeitada.

 

CARANDIRU
(Brasil, 2003, 146 min)
Direção: Hector Babenco.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006).

No caldeirão explosivo que detonou o massacre dos 111 presos do presídio paulistano, a aids se tornou uma das principais preocupações do médico infectologista Drauzio Varella. Os depoimentos colhidos por Varella na Casa de Detenção e publicados no best-seller Estação Carandiru serviram de base para o diretor Hector Babenco nesta produção de fôlego e elenco de estrelas. Perturbador e controverso, o filme aborda as formas de disseminação da doença, seja pelo uso de drogas ou pela promiscuidade sexual. São narrativas francas, como nas conversas de Varella (interpretado por Luiz Carlos Vasconcelos) com os detentos ou de humor involuntário, a exemplo da cena em que a cantora Rita Cadillac ensina uma atenta plateia a vestir a camisinha.

 

CAZUZA - O TEMPO NÃO PARA
(Brasil, 2004, 100 min)
Direção: Sandra Werneck e Walter Carvalho.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Por certo o personagem mais emblemático dos primórdios da aids no Brasil. O cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza (1958-1990), se tornou uma espécie de mártir da doença ao trazer seu longo tormento a público. Determinou, assim, uma maior preocupação e busca de informações. A nação acompanhou seu tratamento, naquela época fundamentado na descoberta do AZT, suas idas e vindas aos Estados Unidos e por fim chorou com a heroica mãe Lucinha Araújo. É no livro-depoimento dela que os diretores se basearam para esse tocante drama que acompanha o surgimento do grupo Barão Vermelho, a intensa rotina sexual, o apego às drogas do vocalista e a descoberta do vírus.

 

DIAS
(Giorni, Itália, 2001, 90 min)
Direção: Laura Muscardin.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Depois de filmes sobre os primeiros casos da doença, os dramas dos soropositivos e dos títulos engajados na conscientização e no sexo seguro, esta produção é uma das poucas a enfocar a convivência possível com o vírus HIV. O filme conta a história de Claudio (Thomas Trabacchi), um executivo gay bem-sucedido, com um relacionamento estável. Sua preocupação com a enfermidade não exige mais que o coquetel de medicamentos diário e um check-up mensal no hospital. O relativo bem-estar permite, inclusive, que ele se apaixone por um jovem garçom e dê uma reviravolta em sua vida.

 

EU AMO ESSE HOMEM
(L´homme que j´aime, França, 1997, 87 min)
Direção: Stéphane Giusti.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004), na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O drama romântico de Stéphane Giusti, realizado para TV, retrata com charme e simpatia a difícil "saída do armário", a paixão num meio reconhecidamente volátil e se transforma em um papo sério quando Lucas (Jean-Michel Portal), o assumido, revela ser soropositivo para o novo parceiro, Martin (Marcial Di Fonzo-Bo). O cenário é Marselha, no sul da França, onde os dois protagonistas trabalham numa escola de natação. Martin é o novo professor e atrai o interesse de Lucas. Mas além de tímido e fechado, o moço se relaciona com uma garota (Mathilde Seigner). O diretor Giusti aproveita para mostrar o engajamento da entidade Act Up e os protestos para a liberação, pelo sistema de saúde, dos coquetéis de tratamento.

 

FILHOTE
(Bear Cub - Cachorro, EUA, 2004, 99 min)
Direção: Miguel Albaladejo.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006).

Homossexual assumido, o dentista Pedro (José Luis García Pérez) faz parte de um grupo de "ursos" - denominação da comunidade gay para os homens peludos e barbudos. Com uma vida sexual de alta rotatividade em Madri, Pedro muda seus hábitos diários quando é obrigado a tomar conta do pequeno sobrinho Bernardo (David Castillo), depois que a mãe do menino parte para a Índia. Embora a relação entre eles seja harmoniosa, a convivência não é vista com bons olhos pela avó paterna, que irá brigar pela custódia do neto. A aids acirra uma disputa calorosa na justiça.

 

HOUSE OF LOVE
(EUA/Namíbia, 2001, 26 min)
Direção: Cecil Moller.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O curta-metragem integra a série documental de 33 títulos de Steps for the Future, uma espécie de mapeamento da aids no sul da África, hoje a região com maior incidência de soropositivos no mundo. O cenário é o pequeno porto Walvis Bay, na Namíbia, e as personagens são as prostitutas locais. Elas dependem das rápidas visitas dos marinheiros para sobreviver e contam ao diretor Cecil Moller os motivos que as levaram ao trabalho. Falam de amor, sexo, pecado e têm uma noção muito pessoal de redenção, enquanto o fantasma da aids ronda o cotidiano delas.

 

JESUS CHILDREN OF AMERICA
(EUA, 2005, 20 min)
Direção: Spike Lee.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O curta-metragem do polêmico diretor de Faça a Coisa Certa é parte do projeto Crianças Invisíveis, longa-metragem em sete capítulos que, com o apoio da Unicef, pretende dar um panorama do drama de meninos e meninas marginalizados ao redor do mundo. A visão de Spike Lee é uma das mais raivosas e menos condescendentes. Enfoca o tormento diário de Blanca (Hannah Hodson), uma garota do Brooklyn, em Nova York, que nasceu com o vírus HIV por conta de seus pais drogados. O cineasta mostra o preconceito das colegas e dos vizinhos de Blanca, mas vislumbra esperança na ajuda assistencial oferecida por entidades nos Estados Unidos.

 

O DIA EM QUE MEU DEUS MORREU
(The Day my God Died, EUA, 2003, 70 min)
Direção: Andrew Levine.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O diretor americano Andrew Levine já havia explorado anteriormente, num curta-metragem, o tema do tráfico de meninas do Nepal para a Índia. Ele mantém o mesmo foco neste novo filme documental e mergulha com mais detalhes no bem organizado e violento sistema de escravidão que atinge centenas de garotas, futuras prostitutas nos apertados e apinhados bordéis da antiga Bombaim, atual Mumbai. Entre as muitas crueldades que aguardam as recém-chegadas, do estupro a torturas físicas, está um universo de expansão da aids que chega a 80% entre as jovens. A câmera segue a trajetória de cinco delas, inclusive de uma que conseguiu escapar durante a viagem e passou a ajudar as colegas na fronteira. O filme também mostra o trabalho de organizações humanitárias, o que também explica a adesão de estrelas do cinema ao projeto de Levine, a exemplo de Tim Robbins e Winona Ryder, responsáveis pela narração.

 

O JARDINEIRO FIEL
(The Constant Gardener, Inglaterra/Alemanha, 2005, 129 min)
Direção: Fernando Meirelles.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006).

Coube ao diretor paulistano de Cidade de Deus levar às telas a adaptação do polêmico livro homônimo de John le Carré. Em sua primeira produção estrangeira, Meirelles mergulha fundo na investigação que leva o diplomata inglês Justin Quayle (Ralph Fiennes) a esclarecer, no Quênia, o misterioso assassinato de sua mulher, Tessa (Rachel Weisz, premiada com o Oscar). Tessa era uma ativista política e andava às voltas com uma denúncia muito séria: a manipulação das indústrias farmacêuticas para testar drogas experimentais em africanos portadores do vírus HIV.

 

O OUTRO LADO DA AIDS
(The Other Side of Aids, EUA, 2004, 87 min)
Direção: Robin Scovill.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006).

A premissa deste documentário é controversa e causou alarde nos festivais em que foi exibido. O diretor Robin Scovill explora a teoria de que o vírus HIV não é o agente causador da aids. Como argumento inicial, ele traz o exemplo da mulher Christine Maggiore, soropositiva que se mantém saudável desde 1992 sem tomar medicamentos. Cita, inclusive, que os dois filhos do casal, amamentados pela mãe, também não foram medicados e mantêm-se imunes à doença. O filme busca depoimentos semelhantes de mais dez adultos infectados, alguns sob efeito dos coquetéis, outros não. São apresentados também casos de crianças que se tornaram alvo de disputas de pais soropositivos e a Justiça. São ouvidos ainda especialistas, médicos e políticos responsáveis pelas ações governamentais. Até a banda Foo Fighters, responsável pela trilha sonora, também dá informações alternativas sobre a aids.

 

O PRAZO FINAL
(The 24th Day, EUA, 2004, 97 min)
Direção: Tony Piccirillo.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Em thriller de suspense de Hollywood, encontram-se o metrossexual Tom (Scott Speedman) e o aspirante a cineasta Dan (James Marsden). O primeiro leva o novo conhecido para seu apartamento e lá confidencia o relacionamento no passado com um gay soropositivo que o infectou. Tom acredita que Dan foi esse parceiro. Aprisiona-o e munido de uma amostra do sangue da vítima ameaça: se o resultado do teste for positivo, ele morre.

 

O PRESENTE
(The Gift, EUA, 2002, 62 min)
Direção: Louise Hogarth.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004), na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Bug chasers, gift givers, convertion party, barebacking eram expressões restritas a uma parcela da comunidade gay até o momento em que a diretora Louise Hogarth as trouxe a público nesse controverso documentário. The gift, ou “o presente”, é o vírus HIV. Bug Chasers são aqueles parceiros que querem voluntariamente ser infectados pelo vírus e gift givers são os soropositivos e "doadores" em potencial. Para consumar a transmissão do HIV, os interessados marcam encontro, em geral por sites especializados, nas chamadas festas de conversão. Eles acreditam que ao disseminar a aids e torná-la a regra, não a exceção, estarão poupando a si mesmos e a comunidade do medo da infecção e das preocupações com o sexo seguro. Há depoimentos de soropositivos ativos, de quem se infectou propositalmente, de grupos de terapia e demais envolvidos. São vozes polêmicas que surpreendem mesmo aqueles representantes mais engajados e bem informados do universo homossexual.

 

PANDEMIA: ENFRENTANDO A AIDS
(Pandemic: Facing Aids, EUA, 2003, 113 min)
Direção: Rory Kennedy.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Co-produzida pela HBO, a série em cinco capítulos explora a luta de pessoas contra a aids em cinco países distintos. Em Uganda, na África, onde há treze milhões de órfãos, o drama é das crianças James e Jessica. Portadores do HIV, o casal de indianos Nagaraj e Bhanu espera seu primeiro filho. No Brasil, um relato de esperança de Alex, que consegue gratuitamente do governo os remédios caríssimos para seu tratamento. Na Tailândia, a prostituta Lek recebe sua sentença de morte num hospital. Na Rússia, que tem um dos programas de prevenção mais fracos do mundo, o casal de ativistas Lena e Sergei batalha por campanhas eficazes. Com trilha sonora assinada por Philip Glass, o filme é narrado pelo ator Danny Glover e pelo astro Elton John.

 

PEQUENOS GUERREIROS - NASCIDOS COM HIV
(Little Warriors, EUA, 2003, 65 min)
Direção: Ash Baron Cohen.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Dillon Card, Bert e Sophia Ramirez são alguns dos jovens entrevistados neste documentário, entre crianças e adolescentes, que convivem muito bem com a aids. Exibido na 29ª Mostra BR de Cinema, no ano passado, é narrado pelo ator James Woods e tem um tom humorado, reconfortante, para um tema tão árduo. Pode ser um estimulante contraponto à produção também documental O Outro Lado da Aids.

 

PROTESTO CONTRA O MONOPÓLIO
(Pills Profits Protest, EUA, 2003, 60 min)
Direção: Ann T. Rossetti.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O documentário mostra o empenho de militantes pelo mundo em protesto pela falta de medicamentos contra o vírus HIV. A análise crítica engloba a batalha de países pobres e indivíduos marginalizados contra os governos e as indústrias farmacêuticas para ter acesso aos remédios. Há um momento dedicado ao Brasil, que conquistou uma vitória na quebra de patentes de antirretrovirais. O filme também aborda o destino dos 50 bilhões de dólares do Fundo Global para o desenvolvimento de remédios contra a aids.

 

RENT - Os Boêmios
(Rent, EUA, 2005, 135 min)
Direção: Chris Columbus.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006).

Depois de Harry Potter e A Câmara Secreta, o diretor Chris Columbus, do famoso Esqueceram de Mim, volta ao comando de um longa-metragem com o musical Rent. Esta é a primeira vez que a famosa peça da Broadway é adaptada para o cinema. Vencedor de prêmios como o Pulitzer e o Tony Award, o musical de Jonathan Larson é uma versão atualizada da ópera La Boheme, de Giacomo Puccini. Conta a história de um grupo de boêmios no bairro East Village, em Nova York, que lida com problemas envolvendo relacionamentos, drogas e aids.

 

TRANSIT
(Inglaterra, 2005, 90 min)
Direção: Niall MacCormick.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O primeiro longa-metragem produzido para a TV pela MTV estreou na telinha em 1º de dezembro de 2005, Dia Mundial da Luta contra a aids. O filme faz parte de uma campanha de prevenção entre os jovens que tem o apoio da Fundação Staying Alive. Ambientada em quatro países, a trama acompanha o drama e as aventuras de protagonistas que vivem na Cidade do México, Los Angeles, São Petersburgo (Rússia) e Nairóbi (Quênia). Entre os personagens estão a americana Asha, desconfiada da fidelidade do namorado, e o africano Matthew, mergulhado na cultura hip-hop de seu país.

 

TUDO SOBRE MINHA MÃE
(Todo Sobre Mi Madre, Espanha / França, 1999, 101 min)
Direção: Pedro Almodóvar.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004) e na III Cinema Mostra Aids (2006).

Em Madri, Manuela (Cecilia Roth) perde o filho precocemente e parte para Barcelona a fim de encontrar o pai do garoto vinte anos depois, agora um travesti chamado Lola. A sua viagem é também um rito de passagem para um novo e desconhecido mundo, do qual faz parte, por exemplo, Irmã Rosa (Penélope Cruz), uma freira grávida e portadora do vírus HIV. Com seu estilo irreverente, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar confronta o espectador com o tema da aids sem fazer da doença o foco único seu cinema.

 

WA N'WINA
(África do Sul, 2001, 52 min)
Direção: Dumisani Phakathi.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006).

O jovem diretor sul-africano retorna a seu bairro natal, em Soweto, para colher depoimentos de amigos de infância. O objetivo: saber como a aids afetou o cotidiano deles. As conversas giram em torno de relacionamentos, tradições, tabus, amor e sexo. Entre os colegas estão Phumla e Timothy, que expõem suas emoções ao relatar a dureza das ruas e as escolhas que foram forçados a fazer. Com a câmera no ombro e incisivo nas perguntas, Phakathi faz um mergulho em suas raízes para revelar o abismo existente entre a realidade e as campanhas de prevenção contra a doença em seu país.

 

YESTERDAY
(África do Sul, 2004, 96 min)
Direção: Darrell Roodt.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Além da curiosidade de ser o primeiro filme na língua Zulu (e indicado para representar a África do Sul no Oscar), esse drama traz uma rara visão do epicentro da epidemia da aids no mundo. Numa remota aldeia africana, Yesterday (personagem de Lelei Khumalo) é diagnosticada com o vírus HIV. Apesar da doença não ser mais uma surpresa entre seu povo, ela é vítima da ignorância. Enfrenta duras reações tanto por parte do marido (Kenneth Kambula), que a infectou, como por parte dos moradores do vilarejo. Eles acreditam que a jovem adquiriu o vírus em alguma situação pecaminosa. Rechaçada, Yesterday sonha em ficar saudável.


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IX Cinema Mostra Aids
de 26 a 28 de novembro de 2013 no Cine Olido / de 27 de novembro a 1º de dezembro no Centro Cultural São Paulo