IX Cinema Mostra Aids
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2009 - Filmes

ANJOS DO SOL
(Brasil, 2006, 90 min)
Direção: Rudi Lagemann.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Maria, uma garota de 12 anos, é vendida pela família a um explorador de menores. Ela vai parar num prostíbulo na floresta amazônica, onde as meninas são vítimas de abusos e também da aids. Após conseguir fugir, cruza o país, viajando de caminhão até o Rio de Janeiro. Com elenco que inclui os atores Antônio Calloni, Chico Diaz, Otávio Augusto, Vera Holtz e Darlene Glória, o filme recebeu diversos prêmios, entre os quais o de melhor filme, em Gramado, onde Lagemann também ficou o com título de melhor roteiro. No Miami Internacional Film Festival, foi eleito melhor filme, segundo o júri popular.

 

HAKIM
(Alemanha, 2007, 15 min)
Direção: Ismail Sahin.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Com passagens por vários festivais internacionais, esse curta-metragem conta a história do menino Hakim, de um ano. Ele é encontrado por um velho homem, numa casa de lama numa aldeia na África, ao lado de sua mãe, que está morta. Como tantas crianças africanas, Hakim perdeu seus pais para a aids e passa aos cuidados do educador local Aga, acostumado a receber crianças com baixa expectativa de vida. Com histórias e contos, ele consegue incitá-las a gostar mais da vida.

 

O JARDIM DO OUTRO HOMEM
(Le Jardin d´ um Autre Homme, Moçambique/França, 2006, 80 min)
Direção: Sol de Carvalho.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009) e na VI Cinema Mostra Aids (2010).

Aos 19 anos, Sofia vive num subúrbio pobre de Maputo, em Moçambique, onde passa diariamente por enormes dificuldades para prosseguir os estudos, única alternativa para chegar à universidade e realizar seu grande sonho: ser médica. Os obstáculos da jovem aumentam, sobretudo quando ela se percebe vítima de assédio por parte de um professor, possivelmente infectado com o HIV. Ele não hesita ao manipular o resultado do exame para conseguir, a qualquer preço, o que deseja.

 

FIGUEIRAS
(Fig Trees, Canadá, 2009, 104 min)
Direção: John Greyson.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

O filme mostra a luta dos ativistas Tim Maccaskell, de Toronto, e Zackie Achmat, de Capetown, ambos empenhados na batalha pelo acesso a medicamentos para tratamento da aids. Entrevistas documentais, discursos, conferências e manifestações são, segundo o diretor e roteirista, experimentados, desmontados e transformados em música. A ópera em questão executa inversões musicais e políticas na música e nas palavras do clássico de vanguarda de 1934, de Gertrude Stein, Quatro Santos em Três Atos.

 

CLARA E EU
(Clara et Moi, França, 2004, 86 min)
Direção: Arnaud Viard.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009) e na VI Cinema Mostra Aids (2010).

Idealista e eternamente insatisfeito, Antoine tem 33 anos e está à procura de um grande amor, até que conhece Clara. O relacionamento dos dois passa por uma reviravolta quando os dois decidem, juntos, fazer o teste do HIV. Esta comédia romântica mostra que a moral da história é que vida pode não ser tão simples quanto parece, pois sempre há provas para as quais podemos não estar totalmente preparados.

 

ESTAMOS JUNTOS
(We Are Together, Inglaterra/África do Sul, 2006, 83 min)
Direção: Paul Taylor
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Vencedor de 12 prêmios em diversos festivais nos quais já foi exibido, esse misto de documentário e musical foi filmado ao longo de três anos e conta a história notável e comovente de um grupo de crianças do Ágape Orphanage, um orfanato na África do Sul. Eles usam a música para superar a miséria e a perda. É uma história emocionante de orfandade e do passeio desses jovens e talentosos cantores e seus professores por Londres, cidade que visitam para uma série de concertos.

 

MINHA VIDA NA DISCOTECA
(The Godfather Of Disco, Estados Unidos, 84 min)
Direção: Gene Graham.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Apresentado como um documentário musical, o filme se baseia na autobiografia de Mel Cheren, Minha Vida (My Life), para mostrar ascensão e queda da música disco nos anos 1970, em Nova York. O filme registra o impacto da descoberta da aids e da propagação do HIV no mundo da discoteca. Traz ainda o trabalho e a garra do ativista Mel, também produtor executivo do filme, que usa a música para lutar contra a aids e promover o trabalho voluntário com atuação determinante na defesa dos direitos gay.

 

68 PÁGINAS
(Índia, 2007, 92 min)
Direção: Sridhar Rangayan.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009) e na VII Cinema Mostra Aids (2011).

O filme coloca em cena personagens ignorados pela grande indústria indiana do cinema: um bailarino transexual, um casal gay, um profissional do sexo e um usuário de drogas. Histórias de dor e trauma, felicidade e esperança, a partir de cinco vidas e experiências registradas em 68 páginas do diário de Mansi, uma conselheira cuja exigência ética é a de manter a confidencialidade dos seus casos. Ao tentar ser objetiva na compreensão dos problemas ela não pode envolver-se emocionalmente com nenhuma pessoa que está aconselhando.

 

STEPHEN FRY E A AIDS
(HIV & Me, Inglaterra, 2007,120 min)
Direção: Ross Wilson.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009) e na VII Cinema Mostra Aids (2011).

Depois de perder muitos amigos para a aids a partir dos anos 1980, o ator Stephen Fry, roteirista desse documentário, faz uma viagem pessoal pela Grã-Bretanha e tenta entender o porquê do aumento das infecções de aids. O filme concentra-se em universos distintos, de gays, héteros e vários outros grupos, inclusive adolescentes. Há depoimentos fortes, como o de uma mulher que diz ter dormido com vários homens em uma semana e ainda assim afirma não ver nenhuma razão para proteger-se.

 

CRISTAL
(Meth, Estados Unidos, 2007, 79 min)
Direção: Todd Ahlberg.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

A partir das histórias e reflexões de uma dúzia de homens gays que vivem nos Estados Unidos e têm entre 21 e 50 anos, o documentário revela o fascínio e os riscos do cristal de metanfetamina, uma variante da anfetamina, usado especialmente para estimular o sexo, droga que ganhou popularidade, especialmente entre gays americanos.

 

O CASO TIRIYÓ
(Brasil, 1998,13 min)
Direção: Vincent Carelli / Estevão Nunes.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Na tribo dos Tiriyó, no Pará, quase na divisa com o Suriname, cerca de mil índios se dividem em várias aldeias dispersas. Os Tiriyó andam muito e mantêm contato permanente não só entre si, mas com tribos vizinhas amigas, como os Wayâna e Xarúma, assim como com a civilização branca. Também por isso os Tiriyó não sabem exatamente como a aids chegou à comunidade indígena. Neste documentário, eles levantam hipóteses de como a infecção pelo HIV, até então desconhecida por eles, atingiu vários índios. O vídeo integra o programa Prevenção das DST e Aids entre os Povos Indígenas mantido pela Vídeo nas Aldeias, ONG que tem um importante acervo de imagens sobre os povos indígenas no Brasil e já produziu uma coleção de mais de 70 filmes, muitos deles premiados, inclusive fora do país.

 

O DIA DO RESULTADO
(Testing Diaries, Inglaterra, 2007, 30 min)
Direção: Kess Bohan, Yonni Usiskins e Goetz Werner.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Apresentado pelos integrantes da banda americana de pop punk Good Charlotte, o filme revela as vidas de três jovens. Sajan, Cynthia e Akila, que vivem na Índia, na Jamaica e no Ghana, e decidem fazer o teste do HIV. O filme mostra o medo, a incerteza, a necessidade de realizar o exame e a apreensão na hora de saber o resultado. O documentário acaba por encorajar as pessoas a refletirem sobre os seus comportamentos e a tomarem as rédeas de suas próprias vidas.

 

PEQUENOS PAIS
(Their Brothers´ Keepers: Orphaned by Aids, Canadá, 2005, 55 min)
Direção: Catherine Mullins.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Filmado durante sete meses, em Chazanga Compound, um bairro de favelas no Lusaka, Zâmbia, este documentário canadense segue as lutas cotidianas de famílias encabeçadas por crianças cujos pais morreram de aids. Ao enfrentar a falta de comida, água, escola e assistência em saúde, Benny, Dorris e Paul experimentam o drama e a esperança que se misturam na luta por trabalho para comprar a refeição para seus irmãos mais novos.

 

PRINCESAS
(Espanha, 2005, 113 min)
Direção: Fernando Leon de Aranoa.
Exibido da IV Cinema Mostra Aids (2008) e na V Cinema Mostra Aids (2009).

Caye (Candela Peña, de Tudo Sobre Minha Mãe) é uma prostituta de classe média de Madri que esconde da família sua real ocupação. Zulema (Micaela Nevaréz) é uma imigrante dominicana que deixou a mãe e o filho em Santo Domingo para ganhar a vida ilegalmente na Espanha. As duas desenvolvem ao longo da trama uma amizade baseada na cumplicidade e no desejo de realizar seus sonhos. São personalidades distintas: enquanto Zulema é mais realista, Caye é uma sonhadora, que espera ter um trabalho fixo e um marido perfeito. A aids, a violência e o machismo estão presentes nesta trama.

 

48 HORAS
(48 Fest: Kenya, Inglaterra, 2007, 22 min)
Direção: Jules Wilson.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Num concurso, durante uma conferência internacional de mulheres ativistas que atuam na luta contra aids, em Nairóbi, no Quênia, trinta jovens de diversas partes do mundo receberam o desafio de realizar, em 48 horas, curtas sobre a aids para serem exibidos mundialmente. O documentário acompanha os bastidores, a formação dos grupos, as dúvidas, discussões, as dificuldades com a produção e a luta contra o tempo para finalizar oito curtas, que revelam um olhar feminino sobre a aids.

 

A VIDA DOS PARDAIS
(The Lost Sparrows of Roodepoort, Estados Unidos, 2008, 28 min)
Direção: Brock Carter e David Ponce.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Em Roodepoort, na periferia de Joanesburgo, África do Sul, a Sparrow Village é uma casa de apoio para crianças que vivem com HIV e aids. Ainda no início dos anos 1990, em meio à crescente devastação da aids, Corine Mclintock decide acolher de crianças doentes, para que tenham algum conforto em seus últimos dias de vida. Cria um verdadeiro lar, com rotina diária de medicação, escola, exames e até mesmo festa de aniversário.

 

MAIS PODEROSO QUE A AIDS
(Greater: defeating aids, Itália, 2009, 34 min)
Direção: Emmanuel Exitu.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

O documentário conta a trajetória do Meeting Point, um revolucionário projeto de luta contra a aids criado por Rose Busingye, uma enfermeira de Kampala, Uganda. O fio condutor é a simplicidade com que órfãos e mulheres acolhidas por Rose e pelo projeto dançam, choram, falam de si, da doença e da vitória sobre a aids. A narração mostra um povo interessado e comovido pela realidade e pela determinação de lutar pela vida.

 

SIMPLES CORAGEM
(Simple Courage, Havai, 1992, 55 min)
Direção: Stephanie J. Castillo.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

O filme traça um paralelo da epidemia de aids com a hanseníase, documentando o tratamento de vítimas de hanseníase no Havaí no final do século 19 e início do século 20, quando mais de oito mil portadores, a maior parte nativos, foram segregados em uma península isolada e praticamente abandonados. Um homem, contudo, em um ato simples e corajoso, tomou a questão para si e trouxe conforto a essa gente desamparada. Seu nome é Pai Damien, um missionário Católico da Bélgica, que passou dezesseis anos acolhendo e confortando os "intocáveis" até que ele mesmo sucumbisse à doença.

 

POR FAVOR, CONVERSE COM AS CRIANÇAS SOBRE AIDS
(Please Talk to Kids About Aids, Estados Unidos, 2007, 26 min)
Direção: Brian Hennessey
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Numa conferência internacional sobre aids, duas crianças falam com técnicos, trabalhadores do sexo e pessoas que vivem com HIV e aids. Duas vozes inocentes, fazendo perguntas que só uma criança ousa fazer e, por isso, despertando mais compaixão diante epidemia. O documentário trata da incapacidade humana de fazer com que aids seja compreensível a todas as pessoas.

 

A FACE FEMININA DA AIDS
(The Female Face of AIDS: Crisis in Malawi, EUA, 2008, 33 min)
Direção: Doug Karr e Edward Boyce.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Em 2007, uma equipe de pesquisadores americanos do Leitner Center for International Law and Justice viajou a Malawi para tentar entender porque as mulheres de lá são a maioria (58%) da população infectada pela aids e como a infecção e a doença afetam suas vidas. Registradas no documentário, as entrevistas conduzidas pela equipe revelam uma combinação mortal de desigualdade feminina, pobreza, práticas culturais e crenças que comprometem severamente as vidas dessas mulheres e de suas crianças.

 

O OUTRO LADO
(Brasil, 2009, 10 min)
Direção: Doulgas Drumond e Heitor Werneck.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Produzido pelo Casarão Brasil, uma associação voltada para comunidade LGBT, o filme relata com sensibilidade a vida e as desventuras de moradores de rua homossexuais na cidade de São Paulo, população vulnerável não só à infecção pelo HIV e à aids, mas também a diversos tipos de violência e violação de direitos de cidadania.

 

UM LUGAR PARA BEIJAR
(São Paulo, 2008, 30 min)
Direção: Neide Duarte.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Um jovem frequentador de uma boate conta que foi ali para beijar outros homens, mas não se sente à vontade para transar com eles. Uma travesti que trabalha como profissional do sexo revela que não beija os clientes na boca, só o marido. Depoimentos como esses dão o tom do documentário Um Lugar Para Beijar, que mostra os caminhos da sexualidade masculina, os medos e preconceitos, a diversidade do mundo gay na periferia de uma metrópole, os encontros e desencontros de homens que fazem sexo com outros homens, a ameaça das doenças sexualmente transmissíveis. Dirigido pela experiente jornalista Neide Duarte, com o aval do Programa Municipal de DST/Aids – Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, mostra os mistérios e surpresas de bares, festas, parques e outros cenários onde vivem estas pessoas.

 

O PRESIDENTE TEM AIDS?
(The President has aids?, Haiti, 2006, 100 min)
Direção: Arnold Antonin.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Dao (Jimmy Jean-Louis, do fenômeno televisivo Heróis) é a maior estrela de cinema do Haiti. Ele convive com mulheres aos seus pés e homens que o invejam descaradamente. Com uma vida repleta de sexo, drogas e rock’n’roll, só não consegue superar o medo e o risco de estar doente, o que ameaça sua carreira. Apesar da pressão do seu agente, Dao se recusa a fazer teste do HIV e passa a frequentar rituais e a igreja à espera de um milagre. Num de seus concertos, resgata e se apaixona por Nina (Jessica Geneus), alvo das investidas de Larieux, um homem de negócios rico e poderoso, com quem a mãe de Nina quer que ela se case. O romance entre Dao e Nina floresce e Larieux prepara a sua vingança.

 

SEXO POSITIVO
(Sex Positive, Estados Unidos – 2008 - 76 min)
Direção: Daryl Wein.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009) e na VII Cinema Mostra Aids (2011).

A trajetória de Richard Berkowitz, ativista gay revolucionário nos anos 1980, é o tema deste documentário. Profissional do sexo, Berkowitz emergiu do epicentro da epidemia como um líder da comunidade gay norte-americana, divulgando a importância do sexo seguro. Ele atua junto com dois outros personagens fundamentais na história: Joseph Sonnabend, um virologista, e o músico Michael Callen. Juntos, mostram que as práticas sexuais mais seguras eram fundamentais para que não se desistisse do sexo completamente.

 

UMA JORNADA EM FAMÍLIA
(Out in India: A Family´s Journey, Estados Unidos, 2008, 71 min)
Direção: Tom Keegam.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

David Gere é um intelectual que dedicou parte de sua vida a estudar a relação da aids com as artes. É casado com Peter Carley, que durante muitos anos esteve à frente de protestos e ações políticas de luta contra a doença nos Estados Unidos. Ambos perderam parceiros no auge da epidemia. Juntamente com seus dois filhos adotivos, deixam casa e emprego em Los Angeles para uma jornada de alguns meses na Índia, com a missão de organizar artistas para lutar contra a aids.

 

XPRESS 08
(Brasil, 2008, 44 min)
Direção: Mauro Dahmer.
Exibido na V Cinema Mostra Aids (2009).

Terceiro documentário da série Xpress, produzido pela MTV (América Latina) em parceria com o Unicef e a campanha Staying Alive. Rodado em Recife, Santo Domingo, Bogotá e Nova York , abordam temas ligados à masculinidade, juventude, sexualidade e prevenção do HIV. Machismo, pornografia, violência, drogas e preconceitos são alguns dos assuntos apresentados por jovens, ativistas e artistas. Depois de visitar, em versões anteriores, cidades como Kingston, São Paulo, México, Rio de Janeiro, Juarez, e receber a medalha de prata no World Media Festival de Hamburgo, o programa XPress 8 conta com a participação de membros do movimento Mangue Beat e artistas latinos e caribenhos.

 


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IX Cinema Mostra Aids
de 26 a 28 de novembro de 2013 no Cine Olido / de 27 de novembro a 1º de dezembro no Centro Cultural São Paulo