IX Cinema Mostra Aids
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2007 - Filmes Mostra Itinerante
O PRAZO FINAL
(The 24th Day, EUA, 2004, 97 min)
Direção: Tony Piccirillo.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Em thriller de suspense de Hollywood, encontram-se o metrossexual Tom (Scott Speedman) e o aspirante a cineasta Dan (James Marsden). O primeiro leva o novo conhecido para seu apartamento e lá confidencia o relacionamento no passado com um gay soropositivo que o infectou. Tom acredita que Dan foi esse parceiro. Aprisiona-o e munido de uma amostra do sangue da vítima ameaça: se o resultado do teste for positivo, ele morre.

 

A CLOSER WALK
(A Closer Walk, EUA, 2003, 85 min)
Direção: Robert Bilheimer.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Um panorama caótico da epidemia da aids é mostrado nesse documentário narrado pelos astros Glenn Close e Will Smith. As câmeras passeiam pela África mostrando o drama de crianças órfãs e o descaso da saúde pública em países pobres; circulam por nações da Europa central, onde drogados compartilham seringas infectadas; e enfocam, na Índia, a tragédia de soropositivas contaminadas pelos próprios maridos. Há entrevistas com pacientes, médicos, enfermeiros, além de depoimentos do Dalai Lama, do pop star Bono Vox e do secretário-geral da ONU Kofi Annan. O filme é um alerta de que a aids ainda continua fazendo vítimas.

 

ALGUÉM AINDA MORRE DE AIDS?
(Does anyone die of aids anymore?, EUA, 2002, 25 min)
Direção: Louise Hogarth.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Para a diretora Louise Hogarth a aids não está totalmente controlada. Nesta breve investigação sobre o risco de mortalidade da doença, numa época em que muitas vidas são salvas graças aos coquetéis, a realizadora adota uma perspectiva cautelosa sobre o possível declínio de progressão da infecção pelo vírus HIV. Entre os relatos, o filme antecipa um tipo de ação que foi explorado em seguida no documentário O Presente. Trata-se do barebacking e as festas nas quais homossexuais são infectados voluntariamente pelo vírus de parceiros soropositivos. O filme questiona também a efetividade de novos tratamentos e alerta para uma "terceira onda" da doença que inclui a mutação do vírus e a associação a um câncer.

 

ANJOS DA ASA QUEBRADA
(Brasil, 2000, 30 min)
Diretor: Jorge Ferreira
Exibido na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Vídeo destaca importância do exame de HIV e sífilis na gestação. A produção, que contou com o apoio da UNESCO, mostra a história de Silvana, que descobriu ser portadora do HIV durante a amamentação de seu segundo filho, e perdeu o marido e outro filho por aids. Seu depoimento emocionado, comentado por profissionais de saúde, reforça a importância da realização de testes para detecção precoce do HIV e sífilis durante a gestação. Ao abordar de forma humana e sensível a questão da transmissão vertical, é mais uma contribuição para o esclarecimento dos profissionais de saúde e da população sobre a importância da testagem e da profilaxia intraparto.

 

BASTA UM DIA
(Brasil, 2006, 40 min)
Direção: Vagner de Almeida.
Exibido na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Lançado recentemente pela ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids), do mesmo diretor de Borboletas da Vida, o documentário aborda a vida de travestis e homossexuais da baixada fluminense que, entre a coragem e o medo, tentam, muitas vezes sem sucesso, sobreviver à dura realidade de violências impostas ao seu cotidiano.

 

CAZUZA - O TEMPO NÃO PARA
(Brasil, 2004, 100 min)
Direção: Sandra Werneck e Walter Carvalho.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Por certo o personagem mais emblemático dos primórdios da aids no Brasil. O cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza (1958-1990), se tornou uma espécie de mártir da doença ao trazer seu longo tormento a público. Determinou, assim, uma maior preocupação e busca de informações. A nação acompanhou seu tratamento, naquela época fundamentado na descoberta do AZT, suas idas e vindas aos Estados Unidos e por fim chorou com a heroica mãe Lucinha Araújo. É no livro-depoimento dela que os diretores se basearam para esse tocante drama que acompanha o surgimento do grupo Barão Vermelho, a intensa rotina sexual, o apego às drogas do vocalista e a descoberta do vírus.

 

DIAS
(Giorni, Itália, 2001, 90 min)
Direção: Laura Muscardin.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Depois de filmes sobre os primeiros casos da doença, os dramas dos soropositivos e dos títulos engajados na conscientização e no sexo seguro, esta produção é uma das poucas a enfocar a convivência possível com o vírus HIV. O filme conta a história de Claudio (Thomas Trabacchi), um executivo gay bem-sucedido, com um relacionamento estável. Sua preocupação com a enfermidade não exige mais que o coquetel de medicamentos diário e um check-up mensal no hospital. O relativo bem-estar permite, inclusive, que ele se apaixone por um jovem garçom e dê uma reviravolta em sua vida.

 

EU AMO ESSE HOMEM
(L´homme que j´aime, França, 1997, 87 min)
Direção: Stéphane Giusti.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004), na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O drama romântico de Stéphane Giusti, realizado para TV, retrata com charme e simpatia a difícil "saída do armário", a paixão num meio reconhecidamente volátil e se transforma em um papo sério quando Lucas (Jean-Michel Portal), o assumido, revela ser soropositivo para o novo parceiro, Martin (Marcial Di Fonzo-Bo). O cenário é Marselha, no sul da França, onde os dois protagonistas trabalham numa escola de natação. Martin é o novo professor e atrai o interesse de Lucas. Mas além de tímido e fechado, o moço se relaciona com uma garota (Mathilde Seigner). O diretor Giusti aproveita para mostrar o engajamento da entidade Act Up e os protestos para a liberação, pelo sistema de saúde, dos coquetéis de tratamento.

 

HOUSE OF LOVE
(EUA/Namíbia, 2001, 26 min)
Direção: Cecil Moller.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O curta-metragem integra a série documental de 33 títulos de Steps for the Future, uma espécie de mapeamento da aids no sul da África, hoje a região com maior incidência de soropositivos no mundo. O cenário é o pequeno porto Walvis Bay, na Namíbia, e as personagens são as prostitutas locais. Elas dependem das rápidas visitas dos marinheiros para sobreviver e contam ao diretor Cecil Moller os motivos que as levaram ao trabalho. Falam de amor, sexo, pecado e têm uma noção muito pessoal de redenção, enquanto o fantasma da aids ronda o cotidiano delas.

 

JESUS CHILDREN OF AMERICA
(EUA, 2005, 20 min)
Direção: Spike Lee.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O curta-metragem do polêmico diretor de Faça a Coisa Certa é parte do projeto Crianças Invisíveis, longa-metragem em sete capítulos que, com o apoio da Unicef, pretende dar um panorama do drama de meninos e meninas marginalizados ao redor do mundo. A visão de Spike Lee é uma das mais raivosas e menos condescendentes. Enfoca o tormento diário de Blanca (Hannah Hodson), uma garota do Brooklyn, em Nova York, que nasceu com o vírus HIV por conta de seus pais drogados. O cineasta mostra o preconceito das colegas e dos vizinhos de Blanca, mas vislumbra esperança na ajuda assistencial oferecida por entidades nos Estados Unidos.

 

MATRACA E O POVO INVISÍVEL
(Brasil, 2006, 37 min)
Direção: Eduardo Reginato e Marcus Vinicius Campos
Exibido na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Dizem que o palhaço, além de ser um perfeito idiota, é um estorvo para o sistema social. Sem pretender questionar esta verdade, Matraca e o Povo Invisível mistura realidade, gentilezas e diálogos entre um palhaço músico, população de rua e profissionais do sexo. O palhaço tem de ir onde o povo está e o trabalhador da saúde também. A rua torna-se o picadeiro das brincadeiras. A alegria é fundamental para a saúde!

 

O DIA EM QUE MEU DEUS MORREU
(The Day my God Died, EUA, 2003, 70 min)
Direção: Andrew Levine.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O diretor americano Andrew Levine já havia explorado anteriormente, num curta-metragem, o tema do tráfico de meninas do Nepal para a Índia. Ele mantém o mesmo foco neste novo filme documental e mergulha com mais detalhes no bem organizado e violento sistema de escravidão que atinge centenas de garotas, futuras prostitutas nos apertados e apinhados bordéis da antiga Bombaim, atual Mumbai. Entre as muitas crueldades que aguardam as recém-chegadas, do estupro a torturas físicas, está um universo de expansão da aids que chega a 80% entre as jovens. A câmera segue a trajetória de cinco delas, inclusive de uma que conseguiu escapar durante a viagem e passou a ajudar as colegas na fronteira. O filme também mostra o trabalho de organizações humanitárias, o que também explica a adesão de estrelas do cinema ao projeto de Levine, a exemplo de Tim Robbins e Winona Ryder, responsáveis pela narração.

 

O PRESENTE
(The Gift, EUA, 2002, 62 min)
Direção: Louise Hogarth.
Exibido na II Cinema Mostra Aids (2004), na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Bug chasers, gift givers, convertion party, barebacking eram expressões restritas a uma parcela da comunidade gay até o momento em que a diretora Louise Hogarth as trouxe a público nesse controverso documentário. The gift, ou “o presente”, é o vírus HIV. Bug Chasers são aqueles parceiros que querem voluntariamente ser infectados pelo vírus e gift givers são os soropositivos e "doadores" em potencial. Para consumar a transmissão do HIV, os interessados marcam encontro, em geral por sites especializados, nas chamadas festas de conversão. Eles acreditam que ao disseminar a aids e torná-la a regra, não a exceção, estarão poupando a si mesmos e a comunidade do medo da infecção e das preocupações com o sexo seguro. Há depoimentos de soropositivos ativos, de quem se infectou propositalmente, de grupos de terapia e demais envolvidos. São vozes polêmicas que surpreendem mesmo aqueles representantes mais engajados e bem informados do universo homossexual.

 

PANDEMIA: ENFRENTANDO A AIDS
(Pandemic: Facing Aids, EUA, 2003, 113 min)
Direção: Rory Kennedy.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Co-produzida pela HBO, a série em cinco capítulos explora a luta de pessoas contra a aids em cinco países distintos. Em Uganda, na África, onde há treze milhões de órfãos, o drama é das crianças James e Jessica. Portadores do HIV, o casal de indianos Nagaraj e Bhanu espera seu primeiro filho. No Brasil, um relato de esperança de Alex, que consegue gratuitamente do governo os remédios caríssimos para seu tratamento. Na Tailândia, a prostituta Lek recebe sua sentença de morte num hospital. Na Rússia, que tem um dos programas de prevenção mais fracos do mundo, o casal de ativistas Lena e Sergei batalha por campanhas eficazes. Com trilha sonora assinada por Philip Glass, o filme é narrado pelo ator Danny Glover e pelo astro Elton John.

 

PEQUENOS GUERREIROS - NASCIDOS COM HIV
(Little Warriors, EUA, 2003, 65 min)
Direção: Ash Baron Cohen.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Dillon Card, Bert e Sophia Ramirez são alguns dos jovens entrevistados neste documentário, entre crianças e adolescentes, que convivem muito bem com a aids. Exibido na 29ª Mostra BR de Cinema, no ano passado, é narrado pelo ator James Woods e tem um tom humorado, reconfortante, para um tema tão árduo. Pode ser um estimulante contraponto à produção também documental O Outro Lado da Aids.

 

PROTESTO CONTRA O MONOPÓLIO
(Pills Profits Protest, EUA, 2003, 60 min)
Direção: Ann T. Rossetti.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O documentário mostra o empenho de militantes pelo mundo em protesto pela falta de medicamentos contra o vírus HIV. A análise crítica engloba a batalha de países pobres e indivíduos marginalizados contra os governos e as indústrias farmacêuticas para ter acesso aos remédios. Há um momento dedicado ao Brasil, que conquistou uma vitória na quebra de patentes de antirretrovirais. O filme também aborda o destino dos 50 bilhões de dólares do Fundo Global para o desenvolvimento de remédios contra a aids.

 

TRANSIT
(Inglaterra, 2005, 90 min)
Direção: Niall MacCormick.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

O primeiro longa-metragem produzido para a TV pela MTV estreou na telinha em 1º de dezembro de 2005, Dia Mundial da Luta contra a aids. O filme faz parte de uma campanha de prevenção entre os jovens que tem o apoio da Fundação Staying Alive. Ambientada em quatro países, a trama acompanha o drama e as aventuras de protagonistas que vivem na Cidade do México, Los Angeles, São Petersburgo (Rússia) e Nairóbi (Quênia). Entre os personagens estão a americana Asha, desconfiada da fidelidade do namorado, e o africano Matthew, mergulhado na cultura hip-hop de seu país.

 

YESTERDAY
(África do Sul, 2004, 96 min)
Direção: Darrell Roodt.
Exibido na III Cinema Mostra Aids (2006) e na Cinema Mostra Aids itinerante em Campina Grande, João Pessoa e Recife (2007).

Além da curiosidade de ser o primeiro filme na língua Zulu (e indicado para representar a África do Sul no Oscar), esse drama traz uma rara visão do epicentro da epidemia da aids no mundo. Numa remota aldeia africana, Yesterday (personagem de Lelei Khumalo) é diagnosticada com o vírus HIV. Apesar da doença não ser mais uma surpresa entre seu povo, ela é vítima da ignorância. Enfrenta duras reações tanto por parte do marido (Kenneth Kambula), que a infectou, como por parte dos moradores do vilarejo. Eles acreditam que a jovem adquiriu o vírus em alguma situação pecaminosa. Rechaçada, Yesterday sonha em ficar saudável.


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IX Cinema Mostra Aids
de 26 a 28 de novembro de 2013 no Cine Olido / de 27 de novembro a 1º de dezembro no Centro Cultural São Paulo